Corpo Redatorial Editora Vento Sul.
JOSÉ E O PRINCÍPIO DO PERDÃO
Você já leu a história de José? Este personagem bíblico tem uma história de vida incrível! Ele era filho de Jacó e de Raquel. Naquela época, era comum os homens terem mais de uma esposa, porém mesmo Raquel sendo a esposa preferida de Jacó, ela era estéril. Conclui-se então que José foi um filho planejado, muito esperado e amado pelos pais, sem sofrer nenhuma ferida emocional em suas memórias subconscientes durante a gestação. Os relatos apontam que os acontecimentos ruins em sua vida começaram quando sua mãe teve uma nova gestação e faleceu ao dar à luz a seu irmão, Benjamin. Imagine, uma criança que era o centro das atenções da mãe e recebia todos os mimos e cuidados dela, bruscamente perder tudo a que estava acostumado! Naquele dia, José acordou como o filho amado e cuidado pela mãe, e foi dormir à noite sem a mãe e sem os cuidados por ela dispensados. Se para um adulto uma perda assim já é difícil de assimilar e suportar, quanto mais uma criança! Porém, esse era apenas o começo da história…
Durante a infância e adolescência, José desfrutou dos cuidados e a preferência do pai, porém seus irmãos o odiavam. Com certeza, Lia, sua tia e mãe adotiva, também não o tratava com tanto zelo como tratava os demais. Inúmeras foram as ocasiões em que José foi rejeitado, xingado, humilhado e maltratado pelos irmãos, até o dia em que ele foi agredido fisicamente e jogado em um poço pelos próprios irmãos. Logo em seguida, José foi vendido por eles como escravo. Ao chegar no mercado de escravos no Egito, José foi comprado por um oficial do Faraó e sua responsabilidade e zelo no trabalho o levaram a receber o cargo de mordomo daquela casa. Entretanto, um novo desafio surgiu em sua vida: a esposa do oficial, ao não ser correspondida por José na intenção de adultério, o acusou com calúnias e mentiras, sendo ele levado à prisão. Após alguns anos indevidamente preso, José foi levado ao Faraó para interpretar um sonho, afinal o jovem hebreu não havia abandonado a fé que lhe havia sido ensinada pelo pai e seus dons eram fluentes. A interpretação dos sonhos fez José ser reconhecido e honrado pelo Faraó, sendo estabelecido como o governador do Egito. Neste momento, parecia que a vida tinha dado sua volta, que tudo estava resolvido na vida de José, afinal ele era agora o segundo homem mais poderoso do Egito, que era a potência mundial na época. Entretanto, o momento mais desafiador estava por chegar: o reencontro com os irmãos que tanto mal lhe haviam feito.
O PRINCÍPIO DO PERDÃO
A Bíblia relata em Gênesis 42 a 45, que José precisou aplicar um princípio divino que havia aprendido quando criança: o princípio do perdão (veja a importância de os pais ensinaram os princípios divinos aos filhos pequenos!). José recordou que o perdão é um mandamento de Deus e não uma virtude humana. Ele lembrou que perdoar é uma decisão e não uma vontade ou um desejo pessoal. Então, em meio às lágrimas, ele praticou o perdão e recebeu novamente seus irmãos.
O perdão é um princípio, ou seja, ele é uma ordenança, um ensinamento a ser seguido. O perdão é algo que beneficia não somente o ofensor, mas principalmente o ofendido. Com certeza, se José não tivesse perdoado os irmãos, todas as bênçãos naturais que ele havia alcançado não seriam suficientes para manter a paz em seu coração todas as noites ao deitar. O perdão alivia as dores emocionais, reorganiza os pensamentos e cura as memórias.
Você quer saber mais sobre a experiência de vida de José e o perdão? Leia o livro Personagens Bíblicos, disponível no site da Editora Vento Sul. Aprenda lições valiosas com os exemplos do passado! Também leia na Bíblia os textos de Mateus 6:14-15 e Hebreus 12:14-15.
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